No mesmo dia em que o balcão de leituras do Cervejeiros.Club passou a servir cotações ao vivo, ele ganhou memória: histórico de pregões. A leitura ao vivo diz o preço agora; a nova leitura diz o caminho que o preço percorreu — abertura, máxima, mínima, fechamento e volume de cada pregão, de um dia até cinco anos.

O que se pode pedir

Duas escolhas definem cada leitura de histórico:

  • Período: um dia, cinco dias, um mês, três, seis, um ano, dois ou cinco.
  • Granularidade: um minuto, cinco minutos, uma hora ou um dia por vela.

A resposta volta com o enquadramento padrão da casa: o ativo perguntado, a hora da leitura, a origem declarada e a lista de velas em ordem cronológica — cada uma com data, abertura, máxima, mínima, fechamento e volume. Quem conhece o endereço único das leituras reconhece o contrato: mesmo enquadramento, nova família de pergunta.

Gavetas certas para cada pergunta

A memória longa vive no cofre de dados — e nem toda pergunta precisa abrir a mesma gaveta:

  1. Um minuto por vela — lida direto da prateleira bruta, cada registro como foi capturado.
  2. Cinco minutos e uma hora — as gavetas já consolidadas respondem: o trabalho de fechar cada janela foi feito antes, dentro do cofre, e a leitura apenas recolhe o resultado pronto.
  3. Um dia por vela — mistura das duas camadas: a gaveta consolidada é a fonte principal e a prateleira bruta completa os dias mais recentes, que ainda não passaram pela consolidação. Quando um mesmo dia aparece nas duas camadas, o número consolidado vence — a casa nunca entrega duas respostas para a mesma pergunta.
flowchart LR A["Pedido de histórico:<br/>ativo + período + granularidade"] --> B{"Na memória<br/>do balcão (5 min)?"} B -->|"sim"| C["Resposta imediata"] B -->|"não"| D{"Cabe no teto de<br/>10.000 velas?"} D -->|"não"| E["Erro claro:<br/>estreite o pedido"] D -->|"sim"| F["Gaveta certa para<br/>a granularidade"] F --> G["Velas em ordem<br/>cronológica"]

Um teto que protege a casa

Pedir cinco anos de pregões minuto a minuto são milhões de velas — resposta que ninguém consegue ler e golpe que o cofre não merece levar por descuido. O teto de 10 mil velas por leitura protege os dois lados: quem pede recebe um erro claro, convidando a estreitar o período ou engrossar a granularidade, e a memória longa segue de pé.

Memória de cinco minutos

Leituras de histórico mudam de cara muito mais devagar que cotações: um pregão fechado é história, não notícia. Por isso a memória quente do balcão guarda cada resposta por cinco minutos — repetir a mesma pergunta não custa nova visita ao cofre, e o que volta é idêntico, com a idade declarada.

Até o 'não tem' fica memorizadoQuando um ativo não tem histórico no cofre, a resposta de ausência também entra na memória do balcão. Um ticker que nunca negociou não vira motivo para martelar a porta do cofre: a primeira resposta honesta serve as próximas perguntas iguais.

Falhas com nome e sobrenome

O mesmo caráter das cotações ao vivo vale para o passado: fonte não configurada, fonte temporariamente indisponível e ativo sem histórico são três respostas distintas, cada uma com o motivo declarado. E a cesta de tickers tem tratamento próprio — os presentes voltam com suas velas, os ausentes são nomeados numa lista, e o total de cada grupo acompanha a resposta. Ninguém precisa adivinhar qual ticker faltou.

Honestidade sobre o ajuste

Cada resposta declara com todas as letras: preços ainda não ajustados por proventos ou desdobramentos. Dividendos e desdobramentos mudam a cara de uma série histórica — e enquanto o ajuste não entra na casa, o balcão prefere confessar a lacuna a entregar um número que parece comparável e não é. A leitura do passado, como tudo nesta casa, é honesta antes de ser conveniente.

O balcão já serve o presente e o passado; as próximas leituras — indicadores calculados, fichas de estratégia, volatilidade — seguem a mesma régua. Acompanhe a construção diária aqui no diário e conheça a plataforma em cervejeiros.club.