Por dentro, o Cervejeiros.Club não é “um programa”. É um conjunto de sete serviços especializados, cada um com um papel claro, conversando entre si numa rede interna fechada. Esta matéria é o mapa — em linguagem funcional, sem nomes de tecnologia — de como as peças se encaixam.

ServiçoPapel em uma frase
O rostoMostra dashboards e o scanner — e não calcula nada sozinho
As mãosExecuta ordens autorizadas e registra tudo para contabilidade e impostos
O cérebroSoma os votos numéricos das estratégias e emite veredito
Os sentidosColetam preços, balanços, calendário e notícias no ritmo de cada mercado
O conselheiroExplica e redige em linguagem natural — nunca decide ordens
O cofreGuarda séries históricas, registros de operação e os aprendizados
O vigiaMede a saúde dos outros seis e aciona o kill switch quando preciso

1. O rosto (interface)

É a porta de entrada: dashboards, relatórios, o scanner de oportunidades e as telas de acompanhamento. O rosto mostra o resultado de tudo que acontece atrás — e não sabe calcular nada sozinho, o que o mantém rápido e leve.

2. As mãos (execução)

Quando uma decisão passa por todos os filtros, é o executor que traduz a decisão em ação junto às corretoras — com autorização, registro e controle em cada passo. Ele também guarda o histórico que alimenta contabilidade e impostos.

3. O cérebro (decisão)

O motor que avalia estratégias e emite vereditos numéricos. Ele é propositadamente burocrático: cada estratégia vota, os votos somam, e a confluência decide. Entenda em o motor de decisão.

4. Os sentidos (coleta de dados)

Os serviços que olham para fora: preços em tempo real, balanços de empresas, calendário econômico, notícias. Cada mercado tem sua cadência — pregão de ações, moedas que não dormem, resultados trimestrais — e os sentidos respeitam cada ritmo.

5. O conselheiro (inteligência artificial)

A IA existe, mas no papel certo: explicar, resumir e redigir. Ela prepara relatórios de oportunidades em linguagem natural e ajuda a interpretar contexto — nunca decide ordens. A decisão fria é sempre numérica. Por quê? Porque um voto numérico é auditável e um parágrafo de IA não. Detalhes em temporada de resultados.

6. O cofre (memória)

O serviço que guarda tudo: séries históricas de preços, eventos, registros de operação e os aprendizados do sistema. É a memória que permite perguntas como “como esta estratégia teria se saído no último ano?” — a base do backtesting honesto.

7. O vigia (saúde e observação)

Mede a saúde de todos os outros seis: latências, falhas, filas atrasadas, consumo. Se algo desvia do normal, o vigia aponta antes que vire problema — inclusive com o kill switch à mão quando o dia pedir.

Como conversam

O fluxo essencial é um circuito fechado:

flowchart LR S["Os sentidos<br/>coletam"] --> C["O cofre<br/>guarda"] C --> Br["O cérebro<br/>avalia e vota"] Br --> Co["O conselheiro<br/>explica"] Co --> R["O rosto<br/>apresenta"] R --> U(["Você"]) Br --> M["As mãos<br/>executam"] V["O vigia<br/>observa tudo"] V -. monitora .-> S V -. monitora .-> C V -. monitora .-> Br V -. monitora .-> M V -. monitora .-> R
  1. Os sentidos capturam e entregam dados ao cofre.
  2. O cérebro consulta o cofre e avalia as oportunidades.
  3. O conselheiro transforma os achados em relatórios compreensíveis.
  4. O rosto apresenta ao usuário.
  5. Quando cabível, as mãos executam — sempre atrás dos portões de risco.
  6. O vigia observa tudo, o tempo todo.

A rede entre eles é interna: nada conversa com o mundo direto, exceto pelos pontos controlados de entrada e saída — camadas que detalhamos em segurança em camadas.

Por que separar tanto?

Porque falha isolada é problema pequeno e falha em cascata é problema grave. Com sete serviços independentes, um bug no coletor de notícias não derruba a execução; uma manutenção no painel não interrompe a coleta de preços. E cada peça pode evoluir no seu ritmo — o rosto muda de semana em semana, o cofre evolui com anos de histórico. A ideia de isolar falhas em serviços independentes é antiga e bem documentada — leitura clássica sobre o tema, se você quiser ir além.

IA no papel certoO conselheiro explica, resume e redige — em linguagem natural, com contexto. Mas a decisão que autoriza uma sugestão é sempre numérica, auditável e fria. Um voto numérico deixa rastro; um parágrafo eloquente de IA, não.

Esse mapa é a espinha dorsal do projeto — e cada capítulo do diário de bordo se refere a ele. Acompanhe a construção em cervejeiros.club.