O balcão de leituras do Cervejeiros.Club ganhou duas perguntas novas: quanto o mercado está pagando por movimento e quais ativos passam no filtro hoje. A primeira lê a curva de opções americanas do ativo e devolve volatilidade implícita com rank, percentile e estrutura de prazo. A segunda varre o universo de ativos da casa com um funil de treze filtros e devolve uma lista ranqueada. Duas leituras que se completam: uma mede o preço do risco, a outra aponta onde ele está.
O preço do movimento
Para cada ativo com opções americanas listadas, a casa reconstrói a curva de volatilidade implícita dia a dia: um ponto por pregão, no vencimento mais próximo da janela pedida e no strike mais próximo do meio da régua — a opção mais pura de leitura, sem direção embutida. Duas séries saem disso: a de 30 dias e a de 7 dias.
Delas nascem quatro números:
- IV de 30 dias — a leitura atual, em percentual.
- IV rank — onde a leitura de hoje está entre o mínimo e o máximo da janela, de 0 a 100.
- IV percentile — quantos dias da janela tinham leitura abaixo da de hoje.
- Estrutura de prazo — a diferença entre 30 e 7 dias, em pontos: positiva é contango (o mercado cobra mais pelo longo prazo), negativa é backwardation.
A régua é honesta: série constante não inventa rank (devolve ausente declarado), e o dia em que não havia opção no meio da régua simplesmente não entra na curva — nada de aproximação silenciosa.
Da volatilidade ao volume
O histórico de preços entra na mesma leitura. A volatilidade realizada usa a mesma régua dos termômetros do balcão — mesmas fórmulas, mesma janela de 730 pregões, mesma honestidade sobre o que não tem base. E a volumetria agora tem anatomia própria: perfil de volume em 24 faixas de preço, com o POC (a faixa mais negociada do período) e a Value Area de 70% — a região onde a maior parte do volume aconteceu, marcada pelas arestas externas das faixas.
O rótulo que nunca é inventado
Uma peça central desta leitura é o rótulo de regime de volatilidade — a faixa que separa crush de expansão de IV e alimenta o sizing pela vega. O contrato é fixo e falha fechado:
O screener: treze filtros, um rank
A segunda leitura nova é o funil: o screener varre o universo de ativos com histórico na casa — até 300 tickers — e aplica filtros em cascata. Treze filtros disponíveis: dez numéricos (preço, distância das médias, RSI, volume relativo e afins) e três de rótulo — o consenso do motor de decisão, a faixa de vega e o mercado.
As regras do funil:
- Filtros combinam em E lógico — cada um precisa passar.
- Valor ausente nunca passa: um termômetro sem base elimina o ativo do filtro que o exige.
- A ordenação padrão é pelo consenso do motor, do mais forte ao mais fraco, com desempate alfabético — a ordem nunca sorteia.
- O rank é atribuído sobre a lista completa, antes do recorte: o 7º da resposta é o 7º do universo, independentemente de quantos resultados foram pedidos.
Memória calibrada por pergunta
A memória quente do balcão guarda cada leitura pelo ritmo em que ela muda: a volatilidade implícita fica 15 minutos em memória (a curva de opções respira devagar ao longo do pregão); o screener fica 5 minutos (o funil reage ao fechamento do dia). E o recorte de quantidade não divide a memória: o screener memoriza a pergunta inteira — mudar quantos resultados pedir é outra pergunta, respondida com o rank original intacto.
Volatilidade implícita e screener se juntam às cotações ao vivo, ao histórico de pregões e à análise consolidada do ativo no balcão de leituras — cada leitura com a mesma régua: versão declarada, ausência nomeada, rank estável. Acompanhe a construção diária aqui no diário e conheça a plataforma em cervejeiros.club.